Originais
18 de outubro de 2017
Eu sinto saudades de escrever. A escrita sempre esteve comigo, nos melhores e piores momentos. Quando eu não tinha ninguém para desabafar, quando eu achava que era um incômodo, quando eu queria fugir de tudo, eu escrevia. Sempre foi algo mais do que uma terapia para mim. E é engraçado como tudo me inspirava: músicas, seriados, filmes, programas… Tudo. Hoje, eu estou escrevendo isso e me perguntando quando foi que eu parei com este hobby. Talvez sejam os compromissos da vida. Talvez seja a falta de inspiração. Talvez seja a minha mania de fazer inúmeras coisas ao mesmo tempo que não deixa espaço no meu cérebro para fazer mais uma. Talvez sejam minhas crises de depressão e ansiedade querendo voltar.
Mas enfim, sinto saudades de escrever. Saudades da sensação quando um texto que demorou muito tempo para ser feito finalmente é concluído. Saudades de ler um texto uma semana depois e lembrar da mesma coisa que eu estava sentindo quando escrevi. Saudades disso tudo.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
Originais
13 de outubro de 2017
Há quem diga que sou muito romântica e sonhadora. Não tiro a verdade deles, assumo que muitas vezes quero viver uma cena digna de um livro do Nicholas Sparks, com direito a beijo na chuva, longas caminhadas na praia e tudo mais. Se você está pensando “nossa, que clichê”, saiba que é mais ou menos por aí. Não sonho com príncipes encantados montados em um cavalo branco que vão me guiar para o meio da floresta até achar um castelo lá na puta que pariu e essas coisas. Prefiro um cara em um carro que me leve para seu apartamento, para que a gente jogue videogames a noite toda. E ainda espero que isso vá acontecer, pelo menos alguma vez. Fala sério, tem coisa melhor que jogar videogame com alguém especial enquanto bebe cerveja ou alguma outra bebida? Mas voltando ao assunto: sou romântica, mas não preciso de muito mimimi. Mimimi me faz dormir, falando a verdade.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
Originais
27 de dezembro de 2016

Foi seu aniversário ontem e, como uma memória que não sai da minha cabeça por nada, lembrei de todas as vezes que nos esbarramos em festas e você preferiu alguma outra menina. As vezes que você puxou papo comigo e correu atrás da ex. As vezes que eu curtia uma foto sua e você retribuía na mesma hora, para ver o que você faria. As conversas que, mesmo que curtas, mexiam comigo para caralho.
E, para coroar, encontrei com você outro dia. Ah, malditos amigos em comum! Acho engraçada a forma a qual você me olha como se fosse a primeira vez todas as vezes que nos encontramos ou conversamos. Essas coisas para você pode não significar nada, mas mexem comigo. Afinal, não tem como não mexer com o meu emocional e com todas essas lembranças.
Conto para amigas minhas sobre isso e elas dizem que daria uma bela história de amor. Pensando nisso, começo a rir sozinha enquanto escrevo mais um texto.
Se teremos uma história de amor eu não sei, mas vou ficar aqui escrevendo mais alguns textos para você em segredo. Afinal, você nunca irá deduzir que é a inspiração para alguns de meus textos.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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7 de outubro de 2016
Fonte: pexels.com

Sábado passado ouvi uma frase que ficou matutando em minha cabeça por algum tempo. A frase é a seguinte indagação: “O que te impede de viver o seu sonho?”. Fiquei pensando em muitas e muitas coisas e cheguei a conclusão que nada me impede de viver o meu sonho. “Ah, e o dinheiro?”, “Eu não tenho tempo”, “Eu não sei fazer essa coisa”. Tudo isso não passam de desculpas que você coloca em sua frente para justificar de certa forma o motivo ao qual você não seguiu atrás de seu sonho. São esses empecilhos que tornam a caminhada até seu sonho mais real e deixam seu sonho mais desejado. Já pensou se você tivesse o dinheiro, o tempo e soubesse fazer tudo? Qual graça que teria alcançar seu sonho, sendo que seria muito fácil?

“Ah, mas eu tenho medo”.
Essa frase ficou na minha cabeça também. Entre as mil e uma coisas que me faltam e que eu tenho que alcançar, uma delas é coragem. Mas do que eu tenho medo? 
Nem eu sei do que tenho medo. Talvez eu não tenha medo na verdade, mas sim receio. Se eu alcançar o meu sonho, o que vou fazer depois? Já alcancei, o que tem mais para fazer?
E aí lembro de um diálogo do filme Enrolados da Disney. Nas cenas finais, quando Rapunzel encontra as lanternas, e pergunta o que vai fazer depois de alcançar um sonho e Flynn/José responde que é a melhor parte e diz para Rapunzel procurar um novo sonho. E é a mais pura verdade. Ao mesmo tempo que você tem um sonho, já tem outros matutando em sua cabeça. Talvez eles não estejam com tanta força, mas eles estão lá.
Passe pelos obstáculos e siga seus sonhos. O caminho vale a pena e deixa o final melhor. 
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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13 de julho de 2016
Todo mundo tem um refúgio. Algum lugar ou alguém que elas simplesmente desabafam e contam das coisas que passaram durante um tempo. Um refúgio, um porto seguro.
Passei por um semestre com milhões de turbulências. Ansiedade dando sinal de vida. Pressa para fazer trabalhos de faculdade. Um período difícil de adaptação em um novo estágio. A angústia de ver que nada do que eu fazia estava bom não para os outros, mas para mim. Idas e vindas ao hospital, muitos exames de sangue feitos (para alguém que odeia agulhas e exames, é uma agonia) e todos eles dando normal. A sensação de estar em uma correria. Magoar e afastar pessoas muito queridas sem querer. Chegar em casa e querer deitar na cama abraçada com o cachorro. Pois é, foram dois meses bem complicados.
Pensei em dar um tempo para a escrita, já que eu, simplesmente, não estava mais sabendo o que estava acontecendo comigo. Estava sem motivo, desanimada, sem vontade de fazer quase nada e acabei “abandonando” esse meu hábito de colocar tudo em um texto. Colocar meus medos, minhas alegrias, minhas angústias, minhas dores e meus amores em palavras. Acreditei que ficando longe disso tudo eu iria melhorar, que, quando eu voltasse, eu estaria renovada e pronta para muitas outras. Mas eu estava enganada. Acredito que piorei não colocando nada em palavras e cheguei a conclusão de que eu preciso escrever para me sentir bem novamente. Preciso colocar em palavras tudo o que vem à mente. Para desabafar. Para compartilhar meus sentimentos. Para sentir-me bem comigo mesma.
Agora, eu sei que a escrita é o meu refúgio. Se eu falo tudo o que eu penso em palavras, por mais que elas não façam o menor sentido, eu me sinto muito melhor e renovada, assim como após uma boa consulta com uma psicóloga que você sai bem mais leve e confiante, acreditando que nada pode te parar. E quer saber? Se a escrita é o meu refúgio, eu não poderia ter escolhido um refúgio melhor.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.