Originais
27 de dezembro de 2016

Foi seu aniversário ontem e, como uma memória que não sai da minha cabeça por nada, lembrei de todas as vezes que nos esbarramos em festas e você preferiu alguma outra menina. As vezes que você puxou papo comigo e correu atrás da ex. As vezes que eu curtia uma foto sua e você retribuía na mesma hora, para ver o que você faria. As conversas que, mesmo que curtas, mexiam comigo para caralho.
E, para coroar, encontrei com você outro dia. Ah, malditos amigos em comum! Acho engraçada a forma a qual você me olha como se fosse a primeira vez todas as vezes que nos encontramos ou conversamos. Essas coisas para você pode não significar nada, mas mexem comigo. Afinal, não tem como não mexer com o meu emocional e com todas essas lembranças.
Conto para amigas minhas sobre isso e elas dizem que daria uma bela história de amor. Pensando nisso, começo a rir sozinha enquanto escrevo mais um texto.
Se teremos uma história de amor eu não sei, mas vou ficar aqui escrevendo mais alguns textos para você em segredo. Afinal, você nunca irá deduzir que é a inspiração para alguns de meus textos.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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7 de outubro de 2016
Fonte: pexels.com

Sábado passado ouvi uma frase que ficou matutando em minha cabeça por algum tempo. A frase é a seguinte indagação: “O que te impede de viver o seu sonho?”. Fiquei pensando em muitas e muitas coisas e cheguei a conclusão que nada me impede de viver o meu sonho. “Ah, e o dinheiro?”, “Eu não tenho tempo”, “Eu não sei fazer essa coisa”. Tudo isso não passam de desculpas que você coloca em sua frente para justificar de certa forma o motivo ao qual você não seguiu atrás de seu sonho. São esses empecilhos que tornam a caminhada até seu sonho mais real e deixam seu sonho mais desejado. Já pensou se você tivesse o dinheiro, o tempo e soubesse fazer tudo? Qual graça que teria alcançar seu sonho, sendo que seria muito fácil?

“Ah, mas eu tenho medo”.
Essa frase ficou na minha cabeça também. Entre as mil e uma coisas que me faltam e que eu tenho que alcançar, uma delas é coragem. Mas do que eu tenho medo? 
Nem eu sei do que tenho medo. Talvez eu não tenha medo na verdade, mas sim receio. Se eu alcançar o meu sonho, o que vou fazer depois? Já alcancei, o que tem mais para fazer?
E aí lembro de um diálogo do filme Enrolados da Disney. Nas cenas finais, quando Rapunzel encontra as lanternas, e pergunta o que vai fazer depois de alcançar um sonho e Flynn/José responde que é a melhor parte e diz para Rapunzel procurar um novo sonho. E é a mais pura verdade. Ao mesmo tempo que você tem um sonho, já tem outros matutando em sua cabeça. Talvez eles não estejam com tanta força, mas eles estão lá.
Passe pelos obstáculos e siga seus sonhos. O caminho vale a pena e deixa o final melhor. 
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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13 de julho de 2016
Todo mundo tem um refúgio. Algum lugar ou alguém que elas simplesmente desabafam e contam das coisas que passaram durante um tempo. Um refúgio, um porto seguro.
Passei por um semestre com milhões de turbulências. Ansiedade dando sinal de vida. Pressa para fazer trabalhos de faculdade. Um período difícil de adaptação em um novo estágio. A angústia de ver que nada do que eu fazia estava bom não para os outros, mas para mim. Idas e vindas ao hospital, muitos exames de sangue feitos (para alguém que odeia agulhas e exames, é uma agonia) e todos eles dando normal. A sensação de estar em uma correria. Magoar e afastar pessoas muito queridas sem querer. Chegar em casa e querer deitar na cama abraçada com o cachorro. Pois é, foram dois meses bem complicados.
Pensei em dar um tempo para a escrita, já que eu, simplesmente, não estava mais sabendo o que estava acontecendo comigo. Estava sem motivo, desanimada, sem vontade de fazer quase nada e acabei “abandonando” esse meu hábito de colocar tudo em um texto. Colocar meus medos, minhas alegrias, minhas angústias, minhas dores e meus amores em palavras. Acreditei que ficando longe disso tudo eu iria melhorar, que, quando eu voltasse, eu estaria renovada e pronta para muitas outras. Mas eu estava enganada. Acredito que piorei não colocando nada em palavras e cheguei a conclusão de que eu preciso escrever para me sentir bem novamente. Preciso colocar em palavras tudo o que vem à mente. Para desabafar. Para compartilhar meus sentimentos. Para sentir-me bem comigo mesma.
Agora, eu sei que a escrita é o meu refúgio. Se eu falo tudo o que eu penso em palavras, por mais que elas não façam o menor sentido, eu me sinto muito melhor e renovada, assim como após uma boa consulta com uma psicóloga que você sai bem mais leve e confiante, acreditando que nada pode te parar. E quer saber? Se a escrita é o meu refúgio, eu não poderia ter escolhido um refúgio melhor.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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7 de fevereiro de 2015
Uma coisa que não podemos deixar de reparar é na evolução que a tecnologia propôs em nossas vidas. Desde aplicativos de jogos para entretenimento até as novas redes sociais que você diz que gosta ou não gosta de alguém pela foto do Facebook. Sim, a tecnologia conseguiu ampliar tanto até a um ponto que podemos começar um relacionamento a partir de um aplicativo, mas não vou julgar a utilização dos aplicativos porque cada um faz um uso. Vou falar apenas do impacto tecnológico.
Antigamente, escrevíamos cartas para os amados (atitude que até hoje eu faço, mesmo sem destinatário algum) e hoje algumas pessoas consideram mudar o status das redes sociais como maior prova de amor. Você pesquisa sobre todas as “amiguinhas” do seu amor e desaba em lágrimas sem nem saber se a amiguinha, na verdade, é a prima do cara, algo que você sabia apenas perguntando para ele ou vendo as fotos que estão presentes na casa do cara. E muitos jovens devem ler o antigamente e pensar que eu sou velha pra caralho e sou contra os relacionamentos online ou ser stalker de alguém.
Eu tenho 19 anos, quase fazendo vinte. Eu não tenho nada contra relacionamentos online e já stalkeei vários caras pelo Facebook, Orkut, Twitter e o caralho a quatro. Apenas fiquei em choque por causa da minha irmã. Eu com 14 anos tinha um Nokia tijolão com o jogo da cobrinha e eu me achava foda por isso. Se eu quisesse saber sobre um cara eu faria do método tradicional que todos dos anos 2000 até 2010 fariam: chegava para uma amiga e pedia para ela perguntar para o cara. Ela tem 14 anos e pode stalkear por todas as redes sociais possíveis (menos Orkut) e fica tranquilo de saber sobre qualquer coisa. 
A tecnologia faz parte de nossa vida e conseguimos nos adaptar facilmente a ela, o que é muito bacana. Não acredito que a tecnologia impossibilita a comunicação entre as pessoas, ela facilita. Mas vem cá para eu te contar uma coisa: é bem melhor você ligar do que digitar. O sentimento é maior. Então não digite eu te amo. Diga eu te amo.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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21 de janeiro de 2015
Quando você tem o coração partido pela primeira vez, acha que nunca vai superar, fica chorando nos cantos e começa a pensar em como as coisas dão somente errado em sua vida. E geralmente o dia que seu coração é partido acontecem muitas outras coisas ruins, como uma nota baixa na faculdade, uma amiga que não era tão amiga sua, briga com familiares e por aí vai. Você começa a duvidar quando dizem que você vai superar isso tudo, diz que nada vai ficar bem, começa a achar que a sua vida vai só ir para baixo e começa a chorar ao ver propaganda de margarina, vendo aquela família feliz e se enche de pensamentos negativos, como “eu nunca terei uma família feliz” e coisas do tipo. Sei como é, é difícil. Mas o que não é? Imagina se tudo fosse fácil? Seria, bom, seria fácil, mas nem tudo o que é fácil é bom. Sabe o que vai te ajudar e vai te dizer coisas que você nunca imaginou que seriam ditas? O tempo. Ele é a chave de tudo. Eu era jovem quando partiram o meu coração pela primeira vez. Doeu? Claro que doeu. Fiquei triste o resto do dia. Fiquei deitada na minha cama, mofando e chorando. O dia seguinte era um sábado. Cansada de ficar na cama, peguei um papel e uma caneta e, quando reparei, eu já tinha três ou quatro músicas escritas. Sem falar nos textos, os quais eu desabei e falei um tanto de merda romântica que, acho que se eu os lesse hoje, vomitaria. Sem contar que hoje eu olho para trás e penso: eu escrevi música e sofri por isso? Então, se você está lendo esse texto e está passando por um tempo de coração partido, keep calm and carry on! Por mais clichê que seja essa frase, o tempo cura, ele sabe o que faz. E vai chegar um dia que você vai olhar para trás e pensar assim como eu: eu realmente sofri por isso?
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.