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7 de outubro de 2016
Fonte: pexels.com

Sábado passado ouvi uma frase que ficou matutando em minha cabeça por algum tempo. A frase é a seguinte indagação: “O que te impede de viver o seu sonho?”. Fiquei pensando em muitas e muitas coisas e cheguei a conclusão que nada me impede de viver o meu sonho. “Ah, e o dinheiro?”, “Eu não tenho tempo”, “Eu não sei fazer essa coisa”. Tudo isso não passam de desculpas que você coloca em sua frente para justificar de certa forma o motivo ao qual você não seguiu atrás de seu sonho. São esses empecilhos que tornam a caminhada até seu sonho mais real e deixam seu sonho mais desejado. Já pensou se você tivesse o dinheiro, o tempo e soubesse fazer tudo? Qual graça que teria alcançar seu sonho, sendo que seria muito fácil?

“Ah, mas eu tenho medo”.
Essa frase ficou na minha cabeça também. Entre as mil e uma coisas que me faltam e que eu tenho que alcançar, uma delas é coragem. Mas do que eu tenho medo? 
Nem eu sei do que tenho medo. Talvez eu não tenha medo na verdade, mas sim receio. Se eu alcançar o meu sonho, o que vou fazer depois? Já alcancei, o que tem mais para fazer?
E aí lembro de um diálogo do filme Enrolados da Disney. Nas cenas finais, quando Rapunzel encontra as lanternas, e pergunta o que vai fazer depois de alcançar um sonho e Flynn/José responde que é a melhor parte e diz para Rapunzel procurar um novo sonho. E é a mais pura verdade. Ao mesmo tempo que você tem um sonho, já tem outros matutando em sua cabeça. Talvez eles não estejam com tanta força, mas eles estão lá.
Passe pelos obstáculos e siga seus sonhos. O caminho vale a pena e deixa o final melhor. 
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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13 de julho de 2016
Todo mundo tem um refúgio. Algum lugar ou alguém que elas simplesmente desabafam e contam das coisas que passaram durante um tempo. Um refúgio, um porto seguro.
Passei por um semestre com milhões de turbulências. Ansiedade dando sinal de vida. Pressa para fazer trabalhos de faculdade. Um período difícil de adaptação em um novo estágio. A angústia de ver que nada do que eu fazia estava bom não para os outros, mas para mim. Idas e vindas ao hospital, muitos exames de sangue feitos (para alguém que odeia agulhas e exames, é uma agonia) e todos eles dando normal. A sensação de estar em uma correria. Magoar e afastar pessoas muito queridas sem querer. Chegar em casa e querer deitar na cama abraçada com o cachorro. Pois é, foram dois meses bem complicados.
Pensei em dar um tempo para a escrita, já que eu, simplesmente, não estava mais sabendo o que estava acontecendo comigo. Estava sem motivo, desanimada, sem vontade de fazer quase nada e acabei “abandonando” esse meu hábito de colocar tudo em um texto. Colocar meus medos, minhas alegrias, minhas angústias, minhas dores e meus amores em palavras. Acreditei que ficando longe disso tudo eu iria melhorar, que, quando eu voltasse, eu estaria renovada e pronta para muitas outras. Mas eu estava enganada. Acredito que piorei não colocando nada em palavras e cheguei a conclusão de que eu preciso escrever para me sentir bem novamente. Preciso colocar em palavras tudo o que vem à mente. Para desabafar. Para compartilhar meus sentimentos. Para sentir-me bem comigo mesma.
Agora, eu sei que a escrita é o meu refúgio. Se eu falo tudo o que eu penso em palavras, por mais que elas não façam o menor sentido, eu me sinto muito melhor e renovada, assim como após uma boa consulta com uma psicóloga que você sai bem mais leve e confiante, acreditando que nada pode te parar. E quer saber? Se a escrita é o meu refúgio, eu não poderia ter escolhido um refúgio melhor.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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12 de novembro de 2015
Eu estava andando no corredor a caminho do mural de avisos da coordenação do meu curso, buscando algum estágio ou possível trabalho, para aumentar a renda. Eis que eu encontro um pedaço de papel escrito “estou com saudades de sentir saudades” e comecei a pensar sobre esse assunto.
Sentir saudade é algo muito comum do ser humano e é um sentimento que muitas pessoas evitam ter e eu realmente não entendo. Sentir saudade é bom, pois deixa as pessoas as quais você está com saudade eternizadas em sua memória e em um lugar mais bonito ainda: o seu coração.
Outra coisa que acontece muito comigo é sentir saudades de momentos… Dependendo dos momentos, são mais difíceis de serem superados do que pessoas.
Agora, quando os dois estão juntos… É pior. E pensar nos momentos e nas pessoas me fez sentir saudades…
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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4 de agosto de 2015
Não sou uma pessoa ciumenta. Sei lá quantas vezes eu
mentalizei essa mentira somente nessa primeira hora do dia que estou acordada. Arrumei
o meu cabelo e peguei o meu celular que, ainda bem, não estava com nenhum
arranhão depois de acertar a parede da minha casa quando, na verdade, era para
acertar a cabeça do meu namorado.
Ou meu ex-namorado, eu não sei muito bem se nós rompemos na
noite passada, sendo que ele saiu e me deixou falando sozinha depois daquela
discussão.
O problema é que ele é muito educado com todo mundo e tenta
fazer o máximo para ajudar. E eu confundo ajuda com paquera. Sim, sou babaca
por pensar assim, mas, se você o conhecesse, entenderia todos os motivos para o
meu ciúme doentio.
Arrumei o meu cabelo em dois coques, mas logo os desfiz,
deixando o meu cabelo solto. Era muito estranho ver o meu cabelo loiro solto
quando eu o uso preso praticamente o tempo todo.
Digitei uma mensagem para Trevor. Era hora de resolver o que
ficou pendente ontem, já que nós dois gostamos de certezas e odiamos deixar
qualquer situação pela metade. Ainda mais brigas.
Savannah: Por favor,
vamos resolver tudo. Venha para a minha casa.
Trevor: Tudo bem.
Ele respondeu a mensagem com um ponto final, assim como eu.
Nesse momento, ele deve estar pensando que estou muito brava com ele. Assim
como estou pensando que ele está com muita raiva de mim e, com toda certeza,
estaria com mais raiva se o celular tivesse acertado na testa dele, conforme a
minha mira.
Reflexos idiotas.
Troquei o meu pijama e coloquei um vestido preto que tinha
lindas flores rosas e fui conferir a sala. Por mais que a minha briga com Trevor
só tivesse resultado em um celular voador, a casa estava bem bagunçada.
Eu estava sozinha em casa, meus pais haviam viajado com o meu
irmão mais novo e eu havia ficado para estudar para os exames da faculdade.
Depois eu arrumo. Consigo resolver uma coisa de cada vez e, no momento, eu
queria resolver as coisas com Trevor. Nada mais.
A campainha tocou e eu fui atender. Trevor estava usando uma
blusa branca amarrotada, uma calça jeans e…
Um capacete de futebol americano.
Adoro a capacidade que o meu namorado tem para me
surpreender, ainda mais depois de uma briga.
Encarei aqueles olhos azuis. Porra, por que ele tem que ter
olhos tão lindos?
– Posso entrar? – Ele perguntou.
Pensei em responder “Não otário, eu te chamei para você ficar
aí plantado na minha porta impedindo a passagem”, mas só cedi passagem para ele,
que se sentou em meu sofá. Antes de fechar a porta, reparei que havia algo no
tapete. Uma rosa vermelha. A rosa que Trevor sempre costuma me presentear.
Ontem, ele havia entrado em minha casa para jantar comigo
como de costume. Ou melhor, para fazer o meu jantar e comer comigo, uma vez que
ele e meus pais não confiam na minha falta de talentos culinários.
Ele me cumprimentou com um beijo e se desculpou pelo atraso,
pois estava ajudando Camille e outra pessoa que eu não lembro o nome. Eu fiquei
com muita raiva e comecei a falar coisas como “A Camille é mais importante que
eu”, enquanto ele tentava falar.
Comecei a andar pela sala depois de ouvir sobre Camille e
peguei a primeira coisa que na minha frente: o meu celular. À medida que
começávamos a gritar um com o outro, joguei o meu celular na direção dele, que
desviou. Filho da mãe, a minha mira quando estou com raiva não me faz errar e
com toda certeza o aparelho iria parar no meio da testa dele.
Depois que joguei o celular, ele saiu da minha casa e eu
sentei no sofá, cobrindo os meus olhos. Depois de um tempo no sofá, fui deitar
em minha cama e chorei até cair no sono, não me importei nem com o jantar
naquela noite. Dizem que quando você está triste, você não sente apetite.
Abaixei e peguei a rosa, fechando a porta logo em seguida.
– Você ficou aqui ontem passada? – Perguntei, olhando para
ele.
– Sim. – Ele tirou o capacete – Fiquei aqui até uma hora da
manhã, quando vi que você havia dormido. Entrei na sua casa e dei uma arrumada
na cozinha.
Ele aproximou-se de mim.
– Savannah, eu…
Olhei aqueles olhos azuis. Eu senti medo no olhar dele. Não
medo de que ele fosse me machucar ou algo do tipo, mas eu vi que ele sentia
medo.
Antes de Trevor, eu tive outros namorados, mas nenhum é como
ele. Meus relacionamentos passados deram muito errado… E, apesar das nossas
frequentes brigas, eu me sinto tão bem ficando ao lado dele. Toda vez que ele
me beija eu me sinto como se fosse a primeira vez, como se eu precisasse de um
inseticida para matar aquelas malditas borboletas no meu estômago.
Quando eu estava com ele, sentia que o meu sonho de construir
uma família linda e feliz eram possíveis e ele me lembrava disso a cada
momento. E ontem, quando ele não foi embora, me fez perceber que eu gostaria de
ficar com ele para o resto de minha vida.
Savannah idiota, já está chorando novamente?
– Savannah você está chorando? – Ele perguntou.
– Sim. – Falei – Eu sou uma idiota. Não deixei você falar
nada e tentei te acertar ontem. A verdade é que… Bom, eu te amo.
– Eu também te amo. – Ele me deu um beijo rápido nos lábios –
Muito.
– Eu não deixei nem você explicar as coisas ontem… – Falei,
cobrindo o rosto – Você me perdoa?
Ouvi uma risada.
– Claro que te perdoo Savannah. – Ele falou, beijando minha
testa e fazendo carinho em minhas bochechas – Quem mais vai te amar quando você
fica irritada e depois que joga o celular quase na cara da pessoa?
-xx-
– Ah, Trevor. – Falei, enquanto mastigava uma pipoca e engoli
após ele olhar para mim – Quem é Camille?
– A noiva do Thomas que estava lá no meu apartamento também. –
Ele respondeu – Os dois queriam as minhas anotações para a prova de semana que
vem.
– Por que você não me falou isso antes?
– Eu falei, mas quem disse que você ouviu? – Ele respondeu e
me deu um beijo após ver minha cara de indignação.

É, eu gostaria de ficar com ele para a minha vida toda.

Fala galera, tudo certo?
Eu estava ouvindo Stay Stay Stay da Taylor Swift no ônibus e surgiu a ideia dessa short em minha cabeça e eu coloquei no papel.

A história original é uma fanfic de Sailor Moon, mas eu resolvi postar aqui com um casal inventado, caso você queira ler como fanfic, clique aqui.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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23 de julho de 2015
Você dirigia rápido, cantando os pneus nas ruas de Belo Horizonte. E eu adorava isso, eu me sentia como no filme Velozes e Furiosos. O vento bagunçava meus cabelos e eu ria com a sua cara enquanto me olhava. É estranho, não é? Ter essa sensação boa novamente depois de anos sem nos falar. Mas parece que esses anos foram dias, nós continuamos do mesmo jeito. Você e sua mania de passar de 100km por hora em uma cidade cheia de radares e eu com a mania boba de olhar para você com um sorriso na cara. E eu espero que isso nunca mude.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.