Fala Juliana
8 de maio de 2017

Fala galera, tudo certo com vocês? Estou aqui com mais um Fala Juliana, aquela postagem sem periodicidade que eu falo de assuntos aleatórios que marcaram minha vida de alguma forma. Hoje eu fiquei pensando se postaria ou não sobre isto, mas decidi abrir o word e escrever. O motivo é uma série e um livro que me chocaram muito em momentos diferentes e bem cruciais de minha vida: 13 Reasons Why. Já deixo avisando que vai ter spoiler sim, até porque não tem como eu falar sobre algo que mexeu comigo sem falar do que me fez refletir.

Já aviso que, se você precisa de ajuda, está passando por momentos complicados em sua vida, recomendo que não veja a série, leia o livro ou até mesmo leia o post. Procure ajuda de amigos, profissionais e parentes, pois você vale a pena. Estou torcendo para sua melhora e quero ver você sorrindo. E, como eu disse no meu post sobre depressão, quero te ver bem amanhã, mês que vem, ano que vem e ao infinito e além.

Li o livro em 2013 ou 2014 não me lembro ao certo. Quando eu li, eu estava no primeiro ano da faculdade e trabalhando de 8h até as 18h. Minha rotina consistia em acordar 6h da manhã para pegar metrô e ir para o serviço e, logo após, ir para a faculdade e só chegar em casa 23h. Eu ficava o dia inteiro fora de casa. Passava por muitos momentos estressantes no trabalho, afinal era o meu primeiro emprego e eu tinha 17 anos. Lembro de chegar atrasada em algumas aulas pois estava chorando no banheiro por conta do estresse. Até que percebi que o estresse não valia a pena. Depois eu mudei de emprego, mas isto não vem ao caso. Deixa eu voltar para o livro agora que eu contextualizei o que estava acontecendo.
Com 17 para 18 anos eu via doenças mentais como frescuras. Para mim, era tudo frescura. Depressão é uma desculpa para a pessoa não sair da cama, ansiedade é querer fazer algo antes do tempo, e por aí vai. Comecei a julgar duas colegas minhas da faculdade, uma que tinha depressão e outra apresentava transtorno bipolar. Porém, quando eu li o livro, vi que não é frescura. Vi que são pessoas muito fortes por seguirem a vida com estas doenças que são incontroláveis. E percebi que, assim como eu tinha muito estresse e precisava de ajuda, elas também precisavam de ajuda. Comecei a ficar mais próxima delas, fazíamos trabalhos juntas e tudo mais.

Porém, às vezes a vida é a vida. Acabamos nos afastando, andei com outro pessoal, elas andaram com outras pessoas e acabamos perdendo o contato. As conversas de horas e horas no WhatsApp se transformaram em cumprimentos na sala de aula. E eu me arrependo disso. Sabia que elas podiam contar comigo, mas elas não sabiam. Não falei isso com elas.

Então veio a série. Vi ela no fim de semana de lançamento e me chocou em muitos pontos. Fiquei pensando muito no efeito borboleta e que todas nossas ações tem um impacto em nossas vidas. E, depois de muito refletir, de ver a opinião de uma das minhas colegas, mandei uma mensagem para ela, caso queira desabafar, gritar, chorar, conversar, etc. Não posso mandar para a outra, mas sei que ela está lendo este texto. Na verdade, até posso, mas não terei uma resposta. Ela está morta.
Na semana anterior, havia comentado com um colega que queria voltar a conversar com ela. Por que eu não conversei? Estava com medo da reação dela. Estava levemente envergonhada. Eu praticamente a abandonei e do nada resolvo voltar a conversar com ela? O medo me impediu disso. O que aconteceria se eu tivesse conversado com ela? E seu eu estivesse sempre ao lado dela, dando apoio e sendo uma amiga de verdade?
A causa da morte da minha amiga foi parada cardíaca. Bom, isto foi o que me disseram. Mas este colega meu, que era totalmente apaixonado por ela (e ainda é) me contava sobre o que conversava com ela, o que ele via acontecer na vida dela. E, por estes motivos eu não acredito que foi parada cardíaca. Nada me tira da cabeça que foi suicídio.
Não tive coragem de ir ao enterro e nem ao velório. Queria me lembrar dela feliz. Dela me zoando por causa da minha altura. De conversar sobre os problemas da vida com ela. De matar aula para comer sanduíche na esquina. Tempos que não vão se repetir, infelizmente.

Eu aprendia muito com ela. Sejam coisas da faculdade ou da vida. E uma das coisas mais importantes ela teve que morrer para que eu aprendesse: se você tem vontade de conversar com alguém, de tentar ajudar alguém, não deixe para depois.

Sei que você nunca gostou de ser chamada de amiga, pois acreditava que soava falso. Então colega, obrigada pelas lembranças, pelos ensinamentos e pelas memórias. Desculpe por não manter contato e por tudo o que eu não fiz.
“Ah, mas o que isso tudo tem a ver com 13 Reasons Why?”
Os adultos da série viram Hanna mudando e ignoraram, estavam muito preocupados com outros assuntos. Hanna pediu ajuda ao conselheiro da escola e ele não fez nada para ajudar. Eu via esta colega pedindo ajuda para meu colega (o único que aparece no texto) e eu a ignorava e a julgava.
Então se você perdeu o contato com alguém que foi importante em sua vida e que te ajudou em muitos momentos, pegue o seu celular ou seu computador agora e mande uma mensagem. Não julgue ou ignore o que a pessoa fala, posta, tweeta, compartilha, etc. Quando for tarde demais você vai se arrepender.
Enquanto escrevo este texto, mandei mensagem para muitas amigas minhas que me ajudaram de certa forma. Nunca é tarde demais para ajudar e recuperar os laços de amizade. Espero que vocês façam o mesmo.

Reforço que se você precisa de ajuda, está passando por momentos complicados em sua vida, recomendo que não veja a série ou leia o livro. Procure ajuda de amigos, profissionais e parentes, pois você vale a pena. Estou torcendo para sua melhora e quero ver você sorrindo. E, como eu disse no meu post sobre depressão, quero te ver bem amanhã, mês que vem, ano que vem e ao infinito e além.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
Fala Juliana
30 de novembro de 2016
Imagem: Pexels.com
Fala galera, tudo certo?
Estou aqui com mais um Fala Juliana, não queria vir com dois posts desse tipo no mês, mas aconteceu uma coisa bem chata no meu feed do Facebook e, para não criar confusão lá, estou fazendo o que eu faço de melhor: desabafar no meu cantinho.
Eu vi o post de um conhecido que me deixou com vontade de ir na casa dele e dar uma porrada. Em pleno ano de 2016 ele coloca “toda vez que uma mulher diz que é gamer, tenho vontade de ver qual jogo da Barbie ela joga”. Desfiz amizade e abri esse post.
Mulheres podem jogar jogos da Barbie? Sim. Da mesma forma que homens podem jogar jogos da Barbie e da mesma forma que mulheres podem jogar Resident Evil.
Para começar o post, eu fiz uma pesquisa sobre tipos de gamers e adivinhem: existem muitos tipos de gamers espalhados por aí! Existe o “Gamer casual (pessoa que joga jogos projetados com uma jogabilidade fácil), o Hardcore gamer (pessoa que passa a maior parte do seu tempo de lazer jogando), Retrogamer (quem gosta de jogar ou reunir jogos vídeo de determinada safra de eras mais antigas), Import gamer (quem gosta de jogar ou colecionar jogos vídeo produzidos internacionalmente), Cyber atleta (um gamer profissional), Gamer regular (um gamer “normal”, aquela da conotação média, intermediário), Gamer Hacker (jogador que burla as regras dos jogos online,utilizando-se de softwares de terceiros para alterar certas características do jogo), Gamer de Sexualidade Específica (um jogador que gosta de jogar jogos de meninas ou uma jogadora que gosta de jogar jogos de meninos) e Gamer Generalista (um jogador que gosta de jogar todos ou a maioria dos gêneros de jogos de videogame com no mínimo um nível de habilidade básica em cada área e não sendo necessariamente um especialista)”. (Fonte: Wikipedia).
Logo, você não é “mais gamer” que alguém que joga Pac Man só porque joga The Order 1886. São jogos diferentes para pessoas diferentes com gostos diferentes. Essa mania de rotular “jogo de menina” e “jogo de menino” é muito antiga e deve ser parada imediatamente. Gosto de muitos jogos que algumas pessoas rotulam como “jogos de meninos”, como jogos de corrida (Forza Horizon, Need For Speed, etc), jogos de luta (Mortal Kombat, Street Fighter, etc) e jogos de tiro (Call of Duty) da mesma forma que gosto de “jogos de meninas” como The Sims, dating games (Amor Doce, Eldarya, etc) e muitos outros. 
O que quero dizer com isso tudo? Pare de rotular as pessoas pelo jogo que ela joga. Se ela gosta de jogar Candy Crush ou Outlast ou Pokémon GO, deixa ela. O propósito do videogame é  entreter e divertir muitas pessoas exatamente por causa da diversidade de jogos existentes pelo mundo.
E vocês, o que acham de quem rotula o que as pessoas jogam só por causa do gênero?
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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4 de novembro de 2016

Fala galera, tudo certo?

Cá estou eu com mais um fala Juliana para vocês, aquela postagem que não tem periodicidade que eu falo sobre algumas coisas variadas e hoje eu estou com um tema bem sério que afeta muita gente.
Pouca gente sabe, mas em setembro fecharam meu diagnóstico de depressão e ansiedade. Eu meio que já sabia que eu tinha as duas doenças pois conhecidos meus tem essa doença e na internet vi um vídeo falando sobre depressão e percebi que muitos dos sintomas eram bem parecidos. 
Tive uma crise de ansiedade bem forte entre abril e junho, não lembro a data ao certo, mas lembro que praticamente toda semana eu estava no hospital sentindo algo diferente: refluxo, diarreia, dor de estômago, dor na vesícula e outras coisas no sistema digestivo. Fiz exame de sangue (fiquei até surpresa por ainda ter sangue nos últimos exames) e não acharam nada. Fui ao gastro, para ver se era intolerância à lactose, fiz o exame e, mais uma vez, tudo certinho comigo, graças a Deus.
Eu estava também com muita irritabilidade e não tinha vontade de fazer nada. Se alguém me chamasse para ir comprar pão eu não queria sair da minha cama, fazia de tudo para ficar mais em casa, sentia que se eu saísse de casa ia acontecer algo terrível, ficava doida para voltar pra casa e quando eu ia para a aula eu assistia um pouco da aula e ficava com uma sensação ruim e saía muitas vezes para beber água, para respirar, tentar ficar calma e muitas vezes isso não funcionava. 
Tanto que foi, exatamente nessa época, que eu fiquei sem postar no blog, que eu sumi das redes sociais por um tempo, pois isso me dava certa angústia. Eu sei que as redes sociais não retratam o cotidiano das pessoas, não mostram as barras que aquela pessoa está passando, mas eu fiquei tão mal a ponto de ver que qualquer pessoa que postava uma foto mesmo que de dois anos atrás em uma viagem estava bem e só eu não estava bem. Pensei que todos ao meu redor estavam melhores sem mim e fui me isolando aos poucos.
Voltei a ter consultas com a minha psicóloga e falei com ela sobre isso tudo, que eu não estava mais aguentando me sentir desse jeito e que eu queria sair logo dessa. Fiz consultas semanais (ainda faço) e eu continuava do mesmo jeito. Até que teve um dia que conversei sério com minha mãe e ela falou que era para eu procurar um psiquiatra.
Hoje eu faço uso do medicamento que foi prescrito, mas eu ainda vejo que eu tenho muito para melhorar. Hoje eu estou melhor que ontem, mas amanhã eu posso, mais uma vez, só querer a minha cama, a minha casa e não ter vontade de sair. Conversei com meus familiares e meus amigos que me deram muita muita, mas muita força mesmo para seguir em frente e ficar mais motivada. Se não fosse por eles eu estaria sem sair da minha cama para nada na melhor das hipóteses.
E por que eu estou fazendo esse post? Pois eu vi em um grupo de blogueiras que eu participo que uma menina (não vou citar nomes) queria ajuda para ajudar um amigo ou uma amiga com depressão e teve essa onda do setembro amarelo que eu fiquei martelando muito se postaria ou não um post para falar sobre isso ou se esse post ficaria somente nos rascunhos, mas sempre que eu faço um post com tema mais sério eu penso que ele pode ajudar alguém, então está aí.
Se você conhece alguém com depressão não diga que é preguiça, não ria se a pessoa fala um assunto sério mesmo em tom de brincadeira e mostre que você está do lado da pessoa. Isso não é frescura, não é mimimi, isso é um assunto sério e a pessoa tem que buscar ajuda. Se você tem depressão saiba que muitas pessoas querem o seu bem, que elas querem que você melhore e estão torcendo por você. Eu estou aqui, torcendo por você, nós vamos sair dessa e vamos melhorar, eu tenho certeza. Quero vocês comigo em 2017, 2018 e ao infinito e além, ok?
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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13 de fevereiro de 2016
Fala galerinha, tudo certo com vocês?
Cá estou eu com o primeiro Fala Juliana do ano se a memória não me falha e hoje eu estou aqui com um tema que eu acho muito importante e mais importante ainda é para quem precisa levar um choque de motivação mesmo na cara.
Vou começar com o que me inspirou a fazer esse post: Estava eu, em um belo e quente dia de verão, assando enquanto lê as mensagens de grupos de blogueiros e blogueiras no Facebook e me surpreendi com a quantidade de pessoas que falaram “Ah, vou excluir o meu blog, que ninguém vê”. Tem gente que posta isso para atrair atenção? Sim, mas que se dane essas pessoas, vamos falar do X da questão: “vou excluir meu canal e/ou parar de fazer vídeos”.
A primeira coisa que alguém pergunta é o motivo e eu vi alguns motivos que mais me fizeram ficar com vontade de comentar aqui no blog, pois uma parte de gente que me visita tem blog e às vezes precisa ouvir palavras de conforto ou de carinho para ficar mais animada, mas o post não é todo voltado para quem tem blog, relaxem.
Às vezes as coisas ficam muito mais complicadas do que pensamos e a primeira coisa que nos vem a cabeça é desistir, jogar a toalha e parar com o que for. Mas desistir vale mesmo a pena?
Pensa comigo: se você desistisse de continuar a estudar só porque tirou uma nota baixa, nunca saberá o que tem além da escola para explorar. E é a mesma coisa na vida.
Minha mãe vive me dizendo que o que é fácil não tem graça e é a mais pura verdade. Imagina se você acorda com todas as suas conquistas feitas de um dia para o outro? Qual ia ser a graça? Não é bem melhor ir atrás dos nossos objetivos do que ganhar de mão beijada? E o melhor ainda é mostrar para todos que duvidaram de você que você é sim capaz. Disso e muito mais.
Na vida, moleza só temos ao sentar em um pudim, então não pense em desistir de nada. Se está difícil, é porque vale a pena e se vale a pena, devemos ir até o final.
Escute músicas para te motivar, tire um tempo para si mesmo e persista
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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7 de janeiro de 2016
Olá galera bacana, tudo bem com vocês?
Primeiramente DESCULPEM pela demora desse post. Eu acabei dormindo à tarde após da minha caminhada e fiquei sem ideia nenhuma para o próximo Fala Juliana, então pensei: estou em época de mudanças, então, um post sobre mudanças!
Antes do ano virar, uma semana antes para ser mais exata, eu comecei a fazer caminhada todos os dias e comecei a comer de forma mais saudável. E, acreditem, abandonar o chocolate de depois do almoço é uma tarefa bem difícil. E nem falo sobre a minha (falta de) disciplina para comer de 3 em 3 horas. Como vocês conseguem?
Mas enfim, vocês devem estar se perguntando porque eu não comecei em 2016 e se eu consegui resistir a todas as tentações de fim de ano. Eu não resisti, comi mesmo. E estava tudo ótimo, eu com certeza não herdei o talento culinário de mamãe. Até tentei fazer um mousse de Galak, mas eu errei a mão da receita e não deu muito certo. Ficou bom, mas podia ter sido melhor. 
Eu comentei no meu post sobre as minhas metas de 2016 e nelas incluíam aprender a cozinhar e ser mais saudável. Bom, eu estou seguindo para esse caminho e tenho mais 11 meses pela frente para melhorar. 
E o sentido desse post?
Espera que já vem, apenas queria compartilhar algumas mudanças que estou fazendo em minha vida. Eu sempre tive aquela coisa de “vou deixar para depois” e o “amanhã começo a fazer exercício” só que eu estou começando a gostar mais disso. Não estou virando aquela pessoa no pain, no gain ou que não vai comer uma coxinha porque ela tem 500 calorias e nem quero ser. Eu amo coxinha. E fazer exercício está sendo uma coisa muito boa para mim, estou ficando quebrada, por ser sedentária, mas é um quebrado bom hahaha.
E eu contei essa história toda só para dizer uma coisa: não deixem para amanhã (ou para o próximo ano) o que você pode fazer agora. Quer fazer mais exercícios? Faça. Quer ser saudável? Marque com uma nutricionista e seja. Quer começar algo novo? Pense e comece.
Vai lá e comece a fazer uma de suas metas desse ano agora. Estou torcendo por vocês 😉
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.