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12 de novembro de 2015
Eu estava andando no corredor a caminho do mural de avisos da coordenação do meu curso, buscando algum estágio ou possível trabalho, para aumentar a renda. Eis que eu encontro um pedaço de papel escrito “estou com saudades de sentir saudades” e comecei a pensar sobre esse assunto.
Sentir saudade é algo muito comum do ser humano e é um sentimento que muitas pessoas evitam ter e eu realmente não entendo. Sentir saudade é bom, pois deixa as pessoas as quais você está com saudade eternizadas em sua memória e em um lugar mais bonito ainda: o seu coração.
Outra coisa que acontece muito comigo é sentir saudades de momentos… Dependendo dos momentos, são mais difíceis de serem superados do que pessoas.
Agora, quando os dois estão juntos… É pior. E pensar nos momentos e nas pessoas me fez sentir saudades…
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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23 de julho de 2015
Você dirigia rápido, cantando os pneus nas ruas de Belo Horizonte. E eu adorava isso, eu me sentia como no filme Velozes e Furiosos. O vento bagunçava meus cabelos e eu ria com a sua cara enquanto me olhava. É estranho, não é? Ter essa sensação boa novamente depois de anos sem nos falar. Mas parece que esses anos foram dias, nós continuamos do mesmo jeito. Você e sua mania de passar de 100km por hora em uma cidade cheia de radares e eu com a mania boba de olhar para você com um sorriso na cara. E eu espero que isso nunca mude.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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16 de julho de 2015
Era a segunda vez que iríamos sair, eu estava com aquele vestido branco com um cinto vermelho que marcava a minha cintura e salto alto. Eu havia chegado mais cedo àquela cafeteria. Quanto tempo havia se passado desde o meu último encontro com alguém? Um ano talvez? Mas ainda me lembro de quando ele me falava que eu não era engraçada, nem quando eu fazia os trocadilhos mais bem elaborados do mundo. 
Então você chegou. Você estava tão lindo com aquela blusa cinza e jeans velho que a minha reação foi a mesma de uma criança que acaba de ver seu brinquedo favorito na loja. Você sentou-se ao meu lado e pediu um expresso sem açúcar, o seu tipo de café favorito. Enquanto isso, pedi uma coca, já que não estava com vontade de tomar café puro naquela hora.
Conversamos sobre várias coisas, desde literatura até os novos lançamentos de jogos e, quando o assunto foi música, sua reação ao ver meu gosto musical foi incrível. Sim, eu gosto de Elvis Presley e pretendo comprar os CDs dele. E, quando eu ter uma casa própria, pretendo colocar discos de vinil dele em minha sala.  A conversa flui quando me sinto atraída por uma coisa: o seu sorriso.
O seu sorriso lembra a infância. Lembra ficar acordada até de noite para ver um desenho animado e acordar na cama no dia seguinte. Eu estava completamente apaixonada pelo seu sorriso naquele momento. Após algumas horas jogando conversa fora, eu caminhei até o meu carro enquanto você me seguia.
“Até mais”, você falou.
“Até”, eu respondi, dando o sorriso mais sincero possível.
Você aproximou seu rosto do meu e me beijou. Algum tempo depois, nos separamos e você seguiu o caminho para a sua moto. Agora eu estava fascinada com seu sorriso e viciada no seu beijo. Muito obrigada.
Vi você sair e observei seus movimentos. Acredito que o amor, aquele velho sentimento, me fez uma nova visita. E a porta está aberta pela primeira vez. O passado está no passado.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
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15 de julho de 2015
Seus olhos me dizem uma coisa: você tem medo de se apaixonar. Bom, uma novidade para você: eu tenho medo de machucar as pessoas. Você pegou todas as suas experiências amorosas e construiu uma barreira e está decidido a não deixar ninguém entrar nela. Você tenta se afastar daquilo que você tanto pensa em atrair: o amor. 
Você pensa que é um erro essa coisa de se apaixonar de novo. Mas é melhor você viver sem medo das coisas, ainda mais de um sentimento tão puro. Não evite o amor, deixe acontecer. Eu também já me machuquei e não sei se estou pronta para me ferir novamente, então que tal descobrirmos se vamos nos curar?
Às vezes, um vai amenizar as antigas dores do outro, até as feridas cicatrizarem e tudo seguir normalmente.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
Sabe aquela sensação horrível quando você acorda sentindo falta de alguma coisa, mas não sabe o que é? Então, eu estou com ela. Estava no ônibus lendo um livro para resenhar daqui a pouco quando eu me senti estranha, a famosa “bateu uma bad”, que vejo muito no twitter e no facebook. É estranho, pois eu não devia sentir saudade de nada no momento.
Eu estava bem. Enquanto eu lia e rodeava as procurava uma das várias músicas em meu celular, mentalizava o que iria fazer: arrumar as coisas do estágio, ver se a professora lançou a nota, pagar o boleto e só. Amanhã eu faria uma hora extra na rua, pois iria pegar o meu remédio na farmácia de Minas, mas isso era amanhã.
Procurei lá no fundo de meu coração quando eu lembro do que me fez falta: um sentimento forte. Por mais que eu fique estressada oito dias da semana, fique cansada e nervosa, eu estava sentindo saudade de uma inspiração. Uma inspiração para escrever longos textos de amor que serão postados depois e coisas assim, mas não tinha ninguém.
E quer saber de uma coisa? Eu estou bem assim. Não é da boca para fora… Eu só sinto. Por mais que eu tenha esses momentos, eles são só momentos. 
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.