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Fala Juliana
3 de fevereiro de 2017

Fala galera, tudo certo com vocês?

Cheguei com mais uma postagem marota para alegrar o dia de vocês e para a postagem de hoje eu fiquei matutando o que fazer e vi, em um grupo de blogueiras que participo, a Blogagem Coletiva do mês de fevereiro e o tema é volta às aulas.  Outro ponto: o que falar sobre a volta às aulas? Pensei, pensei, pensei e decidi que vou fazer sobre o meu primeiro dia de aula no Ensino Médio.

Eu mudei de escola no Ensino Médio, não conhecia absolutamente ninguém e sou muito tímida para fazer amigos. Fiquei quieta no meu canto e esperei as pessoas se aproximaram e isso realmente aconteceu. Conheci pessoas incríveis, mas eu só mantive contato com uma.

Eu tinha quatorze para quinze anos. Imagina a mente da pessoa, cheia de expectativas, querendo achar um namoradinho e na esperança de que a vida é um High School Musical. Sim, a pessoa se ferrou bonito logo na primeira prova hahaha mas faz parte da vida.
Dizem que o Ensino Médio é a melhor época da vida e eu discordo. Não foi a melhor parte da minha vida por conta da idade a qual eu encarei muita coisa. Quando eu estava no segundo ano recebi o diagnóstico da Esclerose Múltipla e não sabia qual profissão eu iria seguir. Imagina: você descobre que tem uma doença que nunca ouviu falar e, além da sua saúde, está preocupada com qual profissão seguir?

Hoje, alguns bons anos depois (sou de humanas), percebo que essa etapa e Ensino Médio é, na verdade, um começo. Quando você está no Ensino Fundamental ainda tem que seguir todas as regras, fazer todas as lições, estudar para todas as provas e no Médio você relembra tudo o que aprendeu de uma forma mais profunda e começa a perceber que uma matéria que você nunca imaginou pode te abrir muitas portas – até mesmo para o seu vestibular.
Meu conselho então é: seja você mesmo. Sei que na adolescência procuramos sempre ser aceitos, agradar todo mundo, mas nem Jesus agradou todos. Então, seja você mesmo e deixe os outros falarem. O mundo dá voltas, hoje eles te zoam e amanhã podem ter vergonha de olhar na sua cara. Já passei por isso com um cara que vivia implicando comigo e a sensação é incrível.
Boas aulas para todos e todas vocês e muito sucesso nesse ano de 2017! Ao infinito e além, cambada 😀

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.
Fala Juliana
30 de novembro de 2016
Imagem: Pexels.com
Fala galera, tudo certo?
Estou aqui com mais um Fala Juliana, não queria vir com dois posts desse tipo no mês, mas aconteceu uma coisa bem chata no meu feed do Facebook e, para não criar confusão lá, estou fazendo o que eu faço de melhor: desabafar no meu cantinho.
Eu vi o post de um conhecido que me deixou com vontade de ir na casa dele e dar uma porrada. Em pleno ano de 2016 ele coloca “toda vez que uma mulher diz que é gamer, tenho vontade de ver qual jogo da Barbie ela joga”. Desfiz amizade e abri esse post.
Mulheres podem jogar jogos da Barbie? Sim. Da mesma forma que homens podem jogar jogos da Barbie e da mesma forma que mulheres podem jogar Resident Evil.
Para começar o post, eu fiz uma pesquisa sobre tipos de gamers e adivinhem: existem muitos tipos de gamers espalhados por aí! Existe o “Gamer casual (pessoa que joga jogos projetados com uma jogabilidade fácil), o Hardcore gamer (pessoa que passa a maior parte do seu tempo de lazer jogando), Retrogamer (quem gosta de jogar ou reunir jogos vídeo de determinada safra de eras mais antigas), Import gamer (quem gosta de jogar ou colecionar jogos vídeo produzidos internacionalmente), Cyber atleta (um gamer profissional), Gamer regular (um gamer “normal”, aquela da conotação média, intermediário), Gamer Hacker (jogador que burla as regras dos jogos online,utilizando-se de softwares de terceiros para alterar certas características do jogo), Gamer de Sexualidade Específica (um jogador que gosta de jogar jogos de meninas ou uma jogadora que gosta de jogar jogos de meninos) e Gamer Generalista (um jogador que gosta de jogar todos ou a maioria dos gêneros de jogos de videogame com no mínimo um nível de habilidade básica em cada área e não sendo necessariamente um especialista)”. (Fonte: Wikipedia).
Logo, você não é “mais gamer” que alguém que joga Pac Man só porque joga The Order 1886. São jogos diferentes para pessoas diferentes com gostos diferentes. Essa mania de rotular “jogo de menina” e “jogo de menino” é muito antiga e deve ser parada imediatamente. Gosto de muitos jogos que algumas pessoas rotulam como “jogos de meninos”, como jogos de corrida (Forza Horizon, Need For Speed, etc), jogos de luta (Mortal Kombat, Street Fighter, etc) e jogos de tiro (Call of Duty) da mesma forma que gosto de “jogos de meninas” como The Sims, dating games (Amor Doce, Eldarya, etc) e muitos outros. 
O que quero dizer com isso tudo? Pare de rotular as pessoas pelo jogo que ela joga. Se ela gosta de jogar Candy Crush ou Outlast ou Pokémon GO, deixa ela. O propósito do videogame é  entreter e divertir muitas pessoas exatamente por causa da diversidade de jogos existentes pelo mundo.
E vocês, o que acham de quem rotula o que as pessoas jogam só por causa do gênero?
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.