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Fala Juliana
2 de outubro de 2017
Fala minha galera, tudo certo com vocês? Estou aqui com mais um Fala Juliana, aquele post mais sério o qual eu exponho minha opinião. E o assunto de hoje é um que me deixou bem chocada e é algo que eu, honestamente, não queria que existisse: Toxicidade e negatividade na internet.
Este post tem a ver com a semana a qual fiquei afastada da internet. Já tem muito tempo que eu estou vendo cada vez mais a internet sendo uma coisa bem tóxica. Se você não concorda com uma opinião, você tem uma determinada ideologia política ou está totalmente errado. Só que muita gente não sabe argumentar. Já chega no ataque. A conversa acaba virando uma cartilha de ofensas gratuitas.
E, recentemente, percebi que esta toxicidade está cada vez mais perto de blogs e canais do YouTube. Fiquei impressionada ao ler alguns comentários de YouTubers com muita gente tóxica. Se você faz um vídeo de regata e é acima do peso, as pessoas vão falar “Gordx”, “Nossa, precisa emagrecer, hein?”. Você pode falar sobre assuntos extremamente importantes no vídeo, mas a pessoa está ligando é para a sua aparência. Sabiam que isso faz mal não só para a pessoa que recebe a ofensa, mas para quem ofende também? Claro, as pessoas veem quem você é por comentários em redes sociais.
É nestes momentos que eu fico com uma saudade imensa da internet em 2010/2011. A internet era bem menos tóxica. Não tinha uma competição besta para ver qual blog era o melhor, uma loucura de comprar seguidores e inscritos, fingir ser outra pessoa… Enfim, as pessoas eram mais reais. Elas queriam se ajudar, queriam fazer amigos. Não tinha uma competição boba de “minha grama é maior que a sua”. Se tinha, era bem pouco. Pode ser por isso: não me recordo de ninguém louco por parcerias em 2011 aí quando eu vejo a enxurrada de gente preocupado só com parceria me assusta.
Aconteceu um caso em um grupo que participo que uma pessoa postou sobre parceria. Uma amiga colocou prints dela falando mal de blogueiros. Você deve estar pensando “nossa, todos elogiaram esta menina”, certo? Errado. Mandaram mensagens dizendo que a menina estava estragando a parceria deles.
Infelizmente, a internet está virando algo assim: compra de seguidores, pessoas se estapeando por parcerias e pessoas egoístas. Quero a internet antiga de volta, sem tudo isso. Sem toxicidade, sem negatividade, apenas pessoas querendo se conhecer.
Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

Fala Juliana
9 de agosto de 2017

Mais um Fala Juliana na semana, então sabemos que a semana passada foi um tanto quanto cheia de coisas que eu fiquei louca para postar. Outra coisa que aconteceu e que me deixou levemente inquieta foi a nova rede social que surgiu: Sarahah.

Fala Juliana: Como ser Tumblr!

O básico do Sarahah consiste em receber comentários anônimos das pessoas e você não pode respondê-los. Pois é, as pessoas dizem o que pensam sobre você anonimamente e você nem pode se defender.

Claro que tem gente que usa a rede social para saber informações sobre o lado profissional. Vi uma desenhista que admiro muito criando um perfil somente para receber dicas sobre o trabalho dela. Isto é extremamente positivo e seria incrível se todas as pessoas focassem em fazer críticas construtivas e ajudassem os outros com pontos que devem ser melhorados.

Porém nem todo mundo pensa assim. Muita gente “das antigas” deve lembrar do ask, formspring e outros. O objetivo dos criadores pode ser o melhor de todos, mas sempre vai ter gente malvada e maldosa que pode abrir o perfil de alguém para xingar. É anônimo, a pessoa nunca vai saber quem que escreveu este comentário maldoso, não é mesmo?

Eu não criaria um perfil assim. Cara, eu sou a pessoa mais insegura do mundo, minha auto-estima cai ao som de Sweet Dreams e eu vou criar esta rede social para que as minhas crises (que felizmente diminuíram) voltem?

Não, muito obrigada.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

Fala Juliana
7 de agosto de 2017

Fala galera, tudo certo? Hoje eu tenho um Fala Juliana depois de muito tempo! Para quem é novinho aqui no blog e não sabe do que eu estou falando, o Fala Juliana é uma postagem que não tem periodicidade definida, ele aparece quando eu tenho um assunto para falar que eu não aguento mais guardar para mim. E o assunto de hoje é como ser tumblr.

Já digo que não quero julgar quem faz vídeos sobre coisas relacionadas ao tumblr (pose, moda, maquiagem, foto, decoração, etc), até porque eu gosto destes conteúdos e acho muito legais. O problema é quando você deixa a sua personalidade de lado para adquirir uma “personalidade tumblr”.

Para quem não conhece, Tumblr é uma rede social a qual as pessoas postam textos e imagens. Ok, bacana, passo 90% das minhas noites vendo várias coisas lá e adoro. Nisso, começou uma febre agora sobre “decoração tumblr”, “foto tumblr” e etc. Beleza, vi vários tutoriais porque adoro as coisas da rede social.

Porém uma coisa me chocou muito outro dia. Estava eu, mexendo no meu feed do Facebook, quando uma menina em um grupo comentou:

“Gente, como eu faço para ser uma garota Tumblr? Não só nas fotos, mas ser Tumblr mesmo”.

Se meu feed não tivesse atualizado sozinho, eu comentava. Gente… Para quê você vai largar a sua personalidade para ter uma que não existe. Sim, uma personalidade que não existe.

Vejamos: existem trezentos tumblrs diferentes. Por mais que possam ter características em comum, são comandados por pessoas diferentes. Pessoas com personalidades diferentes, jeitos diferentes e tudo diferente ha.

E outra: vale a pena, de verdade, deixar de ser quem você é, fazer o que você gosta para seguir um padrão? Imitar pose de foto é uma coisa, mas mudar tudo para ser tumblr vale a pena?

Eu acho que não.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

Fala Juliana
23 de junho de 2017

Quando eu lia sobre a crise dos 20 e poucos, achava muita besteira. Afinal, quem, na melhor fase de suas vidas, entraria em crise? Pois é, acho que o jogo virou.

Por muito tempo, um pouco depois de ter depressão e ansiedade controladas, comecei a perceber que o meu humor mudou. Não tenho mais aquela grande paciência que eu costumava ter. Não consigo focar em muitas coisas ao mesmo tempo como antes. Não aguento que me controlem, fico com vontade de chorar. Tenho uma grande incerteza do que eu estou fazendo nos meios profissionais, pessoais, financeiros… Enfim, tenho dúvidas.

Fico presa a muitas coisas que já passaram faz anos. A vontade de ficar na cama só aumenta.

Fico incerta se serei efetivada no meu estágio ou não pois, acima de tudo, preciso de dinheiro. Estou comendo compulsivamente – e o pior: me culpando por isto. Não tenho ânimo para sair aos fins de semana. Afinal, saí a semana inteira, para quê sair aos fins de semana também? Não me recordo da última vez que fui ao cinema me divertir. Também não me recordo da última vez que comi algum doce sem ficar matutando as calorias em minha mente.

E os relacionamentos então? Confesso que nunca tive um relacionamento sério sei lá porque, mas ver pessoas que estudaram comigo há uns nove/dez anos se casando e tendo filhos é extremamente assustador. Será que eu parei no tempo? Ou será que estou destinada a viver para sempre sozinha (sozinha não, pois vou ter uma casa cheia de cachorros)?

Outra coisa que me intriga ou me deixa mais para baixo são os amigos que moram sozinhos. COMO ELES CONSEGUEM SE VIRAR? CARA, EU NEM SEI QUE DIA É HOJE SEM OLHAR NO CELULAR! E eu consigo queimar água de miojo, como vou fazer comida para mim?

Aí pense comigo: todos estes problemas rodeando na minha cabeça e eu ainda tenho que apresentar o TCC amanhã (estou escrevendo este texto dia 18/06/2017). A crise dos 20 e poucos podia esperar mais um tiquinho, não?

Mas ela vem sem avisar. Vem como um tornado e nos espanca. E nós aguentamos, afinal, somos fortes.

Confesso que a única coisa que me conforta é saber que mais pessoas estão passando por isto e que é algo mais comum que gripe no frio. Mas vai por mim: não é algo legal. Só quero que esta crise passe.

Ah e crise dos 20 e poucos: obrigada por me dar inspiração para este post 😉 Indiretamente você ajudou.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

Fala Juliana
8 de Maio de 2017

Fala galera, tudo certo com vocês? Estou aqui com mais um Fala Juliana, aquela postagem sem periodicidade que eu falo de assuntos aleatórios que marcaram minha vida de alguma forma. Hoje eu fiquei pensando se postaria ou não sobre isto, mas decidi abrir o word e escrever. O motivo é uma série e um livro que me chocaram muito em momentos diferentes e bem cruciais de minha vida: 13 Reasons Why. Já deixo avisando que vai ter spoiler sim, até porque não tem como eu falar sobre algo que mexeu comigo sem falar do que me fez refletir.

Já aviso que, se você precisa de ajuda, está passando por momentos complicados em sua vida, recomendo que não veja a série, leia o livro ou até mesmo leia o post. Procure ajuda de amigos, profissionais e parentes, pois você vale a pena. Estou torcendo para sua melhora e quero ver você sorrindo. E, como eu disse no meu post sobre depressão, quero te ver bem amanhã, mês que vem, ano que vem e ao infinito e além.

Li o livro em 2013 ou 2014 não me lembro ao certo. Quando eu li, eu estava no primeiro ano da faculdade e trabalhando de 8h até as 18h. Minha rotina consistia em acordar 6h da manhã para pegar metrô e ir para o serviço e, logo após, ir para a faculdade e só chegar em casa 23h. Eu ficava o dia inteiro fora de casa. Passava por muitos momentos estressantes no trabalho, afinal era o meu primeiro emprego e eu tinha 17 anos. Lembro de chegar atrasada em algumas aulas pois estava chorando no banheiro por conta do estresse. Até que percebi que o estresse não valia a pena. Depois eu mudei de emprego, mas isto não vem ao caso. Deixa eu voltar para o livro agora que eu contextualizei o que estava acontecendo.
Com 17 para 18 anos eu via doenças mentais como frescuras. Para mim, era tudo frescura. Depressão é uma desculpa para a pessoa não sair da cama, ansiedade é querer fazer algo antes do tempo, e por aí vai. Comecei a julgar duas colegas minhas da faculdade, uma que tinha depressão e outra apresentava transtorno bipolar. Porém, quando eu li o livro, vi que não é frescura. Vi que são pessoas muito fortes por seguirem a vida com estas doenças que são incontroláveis. E percebi que, assim como eu tinha muito estresse e precisava de ajuda, elas também precisavam de ajuda. Comecei a ficar mais próxima delas, fazíamos trabalhos juntas e tudo mais.

Porém, às vezes a vida é a vida. Acabamos nos afastando, andei com outro pessoal, elas andaram com outras pessoas e acabamos perdendo o contato. As conversas de horas e horas no WhatsApp se transformaram em cumprimentos na sala de aula. E eu me arrependo disso. Sabia que elas podiam contar comigo, mas elas não sabiam. Não falei isso com elas.

Então veio a série. Vi ela no fim de semana de lançamento e me chocou em muitos pontos. Fiquei pensando muito no efeito borboleta e que todas nossas ações tem um impacto em nossas vidas. E, depois de muito refletir, de ver a opinião de uma das minhas colegas, mandei uma mensagem para ela, caso queira desabafar, gritar, chorar, conversar, etc. Não posso mandar para a outra, mas sei que ela está lendo este texto. Na verdade, até posso, mas não terei uma resposta. Ela está morta.
Na semana anterior, havia comentado com um colega que queria voltar a conversar com ela. Por que eu não conversei? Estava com medo da reação dela. Estava levemente envergonhada. Eu praticamente a abandonei e do nada resolvo voltar a conversar com ela? O medo me impediu disso. O que aconteceria se eu tivesse conversado com ela? E seu eu estivesse sempre ao lado dela, dando apoio e sendo uma amiga de verdade?
A causa da morte da minha amiga foi parada cardíaca. Bom, isto foi o que me disseram. Mas este colega meu, que era totalmente apaixonado por ela (e ainda é) me contava sobre o que conversava com ela, o que ele via acontecer na vida dela. E, por estes motivos eu não acredito que foi parada cardíaca. Nada me tira da cabeça que foi suicídio.
Não tive coragem de ir ao enterro e nem ao velório. Queria me lembrar dela feliz. Dela me zoando por causa da minha altura. De conversar sobre os problemas da vida com ela. De matar aula para comer sanduíche na esquina. Tempos que não vão se repetir, infelizmente.

Eu aprendia muito com ela. Sejam coisas da faculdade ou da vida. E uma das coisas mais importantes ela teve que morrer para que eu aprendesse: se você tem vontade de conversar com alguém, de tentar ajudar alguém, não deixe para depois.

Sei que você nunca gostou de ser chamada de amiga, pois acreditava que soava falso. Então colega, obrigada pelas lembranças, pelos ensinamentos e pelas memórias. Desculpe por não manter contato e por tudo o que eu não fiz.
“Ah, mas o que isso tudo tem a ver com 13 Reasons Why?”
Os adultos da série viram Hanna mudando e ignoraram, estavam muito preocupados com outros assuntos. Hanna pediu ajuda ao conselheiro da escola e ele não fez nada para ajudar. Eu via esta colega pedindo ajuda para meu colega (o único que aparece no texto) e eu a ignorava e a julgava.
Então se você perdeu o contato com alguém que foi importante em sua vida e que te ajudou em muitos momentos, pegue o seu celular ou seu computador agora e mande uma mensagem. Não julgue ou ignore o que a pessoa fala, posta, tweeta, compartilha, etc. Quando for tarde demais você vai se arrepender.
Enquanto escrevo este texto, mandei mensagem para muitas amigas minhas que me ajudaram de certa forma. Nunca é tarde demais para ajudar e recuperar os laços de amizade. Espero que vocês façam o mesmo.

Reforço que se você precisa de ajuda, está passando por momentos complicados em sua vida, recomendo que não veja a série ou leia o livro. Procure ajuda de amigos, profissionais e parentes, pois você vale a pena. Estou torcendo para sua melhora e quero ver você sorrindo. E, como eu disse no meu post sobre depressão, quero te ver bem amanhã, mês que vem, ano que vem e ao infinito e além.

Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.