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31 de março de 2015
Sinopse: Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago (EUA), Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri (EUA), oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

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Fala galera, tudo certo?
Antes de começar a resenha eu tenho uma pergunta para vocês: devo fazer uma viagem em breve e, para não deixar o blog desatualizado, pensei em trazer diário de viagem, o que vocês acham? Digam aí nos comentários.
O post de ontem ainda está fresquinho, postei ele ontem à noite mas toda quarta é dia de Andei Lendo. E o Andei Lendo de hoje é da leitura mais rápida que eu fiz, já que o livro estava me prendendo e falando: você quer terminar comigo, vamos, termine, pare de fazer tudo da faculdade e venha cá me ler. Sério. Eu li o pdf em dois dias e não estaria escrevendo essa resenha de madrugada se o livro não valesse a pena.
Eu conhecia a autora, que escreveu Gone Girl, que virou uma adaptação já resenhada aqui no Loucuras ao Vento (clique aqui para ler) e eu fiquei muito curiosa para ler essa e outras obras da autora. Com a turnê Intrínseca em Belo Horizonte, as duas representantes falaram de Objetos Cortantes e eu fiquei muito curiosa para ler.
Camille é uma jornalista de Chicago que acabou de sair de uma clínica de reabilitação por causa da auto-mutilação e, a mando de seu chefe, vai viajar para Wind Gap, cidade a qual viveu oito anos atrás para cobrir dois casos: um assassinato e um desaparecimento.

Eu me corto, sabe? E pico, e fatio, e gravo e furo. Sou um caso muito especial. Eu tenho determinação. Minha pele grita, vê? Está coberta de palavras — cozinha, cupcake, gato, cachos —, como se um garotinho com uma faca tivesse aprendido a escrever em minha pele. Eu às vezes, mas só às vezes, rio. Sair do banho e ver, com o canto do olho, na lateral de uma perna: babydoll. Vestir um suéter e, em um instante em meu pulso: nociva. Por que essas palavras? Milhares de horas de terapia forneceram algumas ideias dos bons médicos. Elas são com frequência femininas, como cartilhas de alfabetização e canções de ninar. Ou são explicitamente negativas. Número de sinônimos para ansiosa gravados em minha pele: onze. A única coisa de que tenho certeza é que, na época, era crucial ver essas letras em mim; não apenas vê-las, mas senti-las. Queimando em meu quadril esquerdo: anágua.

Quando Camille retorna a cidade, procura a casa de sua mãe e que a mesma possa recebê-la de forma linda, assim como nos filmes só que, na realidade, não é bem assim. Como passou oito anos fora, a relação entre Camille e sua família esfriou, fazendo com que a protagonista seja vista como a “filha bastarda” pela meia-irmã mais nova, Amity.
Quanto mais investiga a morte das duas garotas e convive com sua meia-irmã, mais se lembra de sua irmã Marian, que morrera quando Camille completou treze anos e mais descobre sobre as pessoas da cidade, que não são tão inofensivas e pacatas assim.
O livro é muito intenso e, a cada página que passa, você fica mais e mais curioso e o final é surpreendente, aqueles finais dignos de livros de suspense e que te fazem querer conhecer mais obras da autora, assim como eu já queria fazer antes.. A temática do livro é muito pesada, envolvendo depressão, auto-mutilação e cenas de assassinato bem detalhadas.

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Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

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  1. Suelen Fernandes

    2 de abril de 2015

    Olá!
    Eu não tenha muita vontade de ler esse livro. A capa não me conquistou e algumas resenhas me desanimaram mais ainda. Parece uma história meio cansativa. Quem sabe mais pra frente mude de ideia.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

  2. Clube das 6

    6 de abril de 2015

    Oi, tudo bem?

    Eu quero TANTO ler esse livro! Sério, estou maluca! Acredito que farei que nem você: vou esquecer faculdade e vida real para me entregar somente à história! Ainda não li nada da autora, mas estou com Garota Exemplar aqui me esperando. Fiquei mais ansiosa ainda para ler! E boa viagem!!!

    Beijos, Be
    http://www.clubedas6.com.br

  3. Pah

    10 de abril de 2015

    Não li o outro livro da autora que foi lançado por aqui, e também não tenho muito interesse, por isso se fosse ler algum começaria por este.
    Espero que aproveite a viagem
    bjos
    Pah
    Lendo e Escrevendo

  4. Kamila Raupp

    27 de abril de 2015

    Oii!

    Nossa! Que sinopse que me deixou MUITO curiosa!
    A capa é muito bonita! Gosto muito desse gênero de livro. Li um livro parecido com esse (só com a parte da menina se cortar e tal ) e como gostei daquele livro, acho que se ler esse irei gostar também!
    Adorei a resenha!

    Beijos,Kamila
    http://www.vicio-de-leitura.com