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22 de abril de 2015
Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

-xx-

Fala galera, tudo certo?
Eu li Cidades de Papel antes de anunciarem sobre o filme e, apesar de ser um livro curto, foi o que mais demorei para ler (fiquei exatamente um mês lendo esse livro).
O prólogo do livro me deixou curiosa, pois achei que o livro teria algo relacionado com o que aconteceu com Margo, já que ela e Quentin, aos nove anos de idade, estavam andando de bicicleta pelo parque quando encontram um cadáver e Margo fica fascinada querendo saber o que aconteceu com o cara, o motivo de que ele foi morto enquanto Quentin (ou Q, como é chamado muitas vezes) fica falando para os dois saírem do local do crime.

Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca
consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou
por se tornar um.

Os anos se passam e Quentin e Margo perdem o contato. Porém, em uma noite, Margo invade o quarto de Quentin, dizendo que ela precisa do carro para resolver algumas pendências naquela noite, que envolveram deixar bacalhaus com os amigos de Margo, invadir o Sea World, depilar a sobrancelha de Chucky e visitar o Sun Trust.

— Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui
não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este
lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o
suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só
para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta
em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas
pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para
se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum
vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com
a obsessão por possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas
as pessoas também. Vivi aqui durante dezoito anos e nunca encontrei ninguém
que se importasse realmente com qualquer coisa

No dia seguinte, Margo some como já havia feito antes. Porém, com o passar do tempo, todos vão ficando preocupados com a garota. Nessa parte eu comecei a especular que Margo estava morta e Quentin iria investigar o motivo pelo qual a garota morreu, assim como ela fez com o homem, mas John Green pensou diferente e fez com que Margo deixasse pistas sobre seu possível paradeiro, fazendo com que Q decidisse, com a ajuda de seus amigos, procurar Margo.
Confesso que o livro não me prendeu do início ao fim, tanto que eu demorei para terminá-lo.O livro é bom, mas quando eu tenho uma ideia sobre uma narrativa eu sou chata e queria que o livro seguisse essa linha. De vez em quando o autor faz algo muito foda que eu fico: CACETE POR QUE NÃO PENSEI NISSO? E outras vezes ele faz algo que me faz perder o interesse. E, infelizmente, isso aconteceu antes do descobrimento das pistas. Quando cheguei na parte em que Q encontra as pistas, não foi uma semana de leitura.
Cidades de Papel é um livro que mostra quão divertida é a narrativa de John Green, mas, mesmo com todos os pontos positivos em Cidades, ainda prefiro “A Culpa é das Estrelas”.

Sinto as mãos dela em minhas costas. E está escuro quando a beijo, mas
fico de olhos abertos, e Margo faz o mesmo. Ela está perto o bastante para que eu
possa enxergá-la, porque mesmo agora existem sinais visíveis da luz invisível,
mesmo à noite naquele estacionamento na periferia de Agloe. Depois de nos
beijarmos, nossas testas se tocam e fitamos um ao outro. Sim, consigo enxergá-la
quase perfeitamente através desta escuridão rachada

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Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

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  1. Bruna Andrade

    23 de abril de 2015

    Eu li esse livro, ele foi muito bom no começo, achei que seria algo bem diferente, mas depois que ela some, eu até fiquei meio "caraca cade ela" mas depois me deixou bem entendiada de ler, o enrolo, mas o livro é bom.

    http://geekcorderosa.blogspot.com.br/2015/04/7-on-7-pascoa.html

  2. Lilian Farias

    23 de abril de 2015

    Oi, eu vi o livro na livraria de dei uma foleada, fiz uma leitura dinâmica e não me interessei. Na verdade, o John Green não tem nenhum livro que tenha e interessado a ponto de comprar. Fico feliz que tenha gostado da leitura, é bom nos encantar com diversos tipos de texto, acho que estou ficando rabugenta 🙁
    http://www.poesianaalma.com.br/

  3. Lunna Marcela

    24 de abril de 2015

    Eu vi uma resenha falando do filme e acredito que uma obra faça jus a outra visto oque percebi pela sua resenha agora.. me parece ser uma boa história e tendo oportunidade eu leria sim 🙂 parabéns
    http://florroxapoemasepoesias.blogspot.com.br/

  4. Gab Bastos

    26 de abril de 2015

    Oi oi, como vai?
    Até hoje a única experiência que tive com o Green foi o livro Will&Will, que ele escreveu junto com o David.
    Confesso que tenho uma curiosidade com os livros dele, principalmente por seram tão comentados, mas não é nada "ó eu preciso desse livro pra ontem".
    Cidades de Papel parece ser bem legal, mas também não seria minha primeira escolha de contato com o Green.
    Beijos!

  5. Giovana Soares

    26 de abril de 2015

    Oii, tudo bem?
    Eu já li dois livros do John e me decepcionei, atualmente estou lendo Will&Will e estou adorando, acredito que é porque a historia é mais leve e engraçada, eu não sei se leria o Cidades de Papel, mas pretendo ver o filme.

    http://www.fonte-da-leitura.blogspot.com.br

  6. Diana Canaverde

    26 de abril de 2015

    Olá… tudo bem??

    Li A culpa é das estrelas, mas não gostei da escrita do autor… o livro foi bom. Ponto. Quando adquiri Cidade de Papel… foi pelo título… confesso, mas depois que comecei a ler as resenhas fui percebendo que a história não era pra mim e que eu iria abandonar… então doei para sorteio porque me conheço… os pontos de ressalva que você levantou, foram os que me motivaram a desistir da leitura… Xero!

  7. Dryh Meira

    27 de abril de 2015

    Oiee ^^
    Eu li esse livro quando ele foi lançado ainda, e até gostei, mas achei que o protagonista foi muito tonto de ir atrás de uma garota que, do nada, passou a ligar para ele. Enfim, estou curiosa para ver o filme, mas ACEDE também é meu favorito ♥
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

  8. Aline Gonçalves

    28 de abril de 2015

    Oie, tudo bom?
    Esse livro está na minha meta de 2015 porque tenho ele na minha estante há muito tempo. Fico com receio porque já li resenhas negativas como a sua e tenho medo da leitura não fluir para mim. Apesar disso, quero ler antes do lançamento do filme.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/