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7 de janeiro de 2015
Fala galera, tudo certo?
Coluna nova estreando no blog! Dessa vez, o nome da coluna é “Andei lendo”, a qual eu colocarei informações de livros que eu li e recomendo. Para o primeiro post eu não sabia sobre qual livro falar, mas durante o recesso (e antes dele) uma professora minha havia pedido um trabalho e teríamos que selecionar uma obra literária (a nosso critério) e analisar comparando com um texto da disciplina. Depois de muito pensar, uma amiga minha sugeriu fazer sobre “Coração de Tinta” e, como eu já havia visto o filme, peguei o livro para ler e comecei o trabalho.
Sinopse: Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado “Coração De Tinta”. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de “Coração De Tinta” um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu (Sinopse retirada do Skoob).
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Confesso que comecei a leitura sem me lembrar do filme (só em algumas partes que tive pequenos lapsos de memória), então não vou comparar os dois. 
Inicialmente, a cada capítulo há uma citação de um livro diferente (você vai ver citações de C. S. Lewis, Tolkien, Robert Louis Stevenson, entre outros), que são relacionadas com o momento da história que o capítulo irá narrar. 

“— Mas como fazem essas crianças sem livros de histórias? — perguntou Naftali.
E Reb Zebulun respondeu:
— Elas têm que se conformar. Livros de histórias não são como pão. Pode-se viver sem eles.
— Eu não poderia viver sem eles — disse Naftali.
Isaac B. Singer, Naftali, o contador de histórias, e seu cavalo Sus” (Trecho retirado do início do segundo capítulo) 

O livro me prendeu do início ao fim, a narrativa não é pesada e muito menos chata, o enredo se desenvolve com muita naturalidade, o que me deixou com um gosto de “quero ler mais” a cada página que eu virava. 
Outra coisa que eu gostei muito foram os personagens: cada um tinha uma singularidade que é essencial na leitura. 
E é com a citação final do livro que eu encerro essa postagem e espero de coração que vocês gostem dessa leitura.

“O plano de Meggie era o seguinte: ela queria aprender a inventar histórias, como Fenoglio fazia. Queria aprender a escolher as palavras, para que pudesse ler para sua mãe sem se preocupar que dali saísse alguém que olharia para ela com olhos cheios de saudades. As palavras apenas poderiam fazê-los voltar, todos aqueles que não eram feitos de outra coisa senão de palavras, e por isso Meggie decidiu que as palavras seriam o seu ofício. E onde se podia aprender isso melhor do que numa casa em cujo jardim as fadas faziam seus ninhos e à noite os livros sussurravam histórias das estantes?

Como Mo dissera: o ofício de escrever histórias tem algo a ver com a magia.”

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Juki

Graduanda em letras e canceriana de 22 anos na identidade, mesmo com cara de 17. Apaixonada por games, música e literatura, viciada em animes e mangás e louca por chocolate.

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